A diretoria da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol) emitiu nesta sexta-feira (24) uma nota pública, assinada pelo seu presidente, Daniel Prestes Fagundes, em que lamenta as saídas do governo federal do ministro Sergio Moro e do delegado federal Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. Segundo a nota, os dois paranaenses são “verdadeiras reservas morais que o Paraná ofereceu a Brasília”.
A entidade também critica qualquer tentativa de ingerência política na Polícia Federal ou nas polícias civis (e judiciárias) estaduais. Essa tentativa de interferência deve ser tida “como afronta ao Estado Constitucional e Democrático de Direito”, devendo ser veementemente repudiada.
Diante dessa denúncia de tentativa de interferência, a nota da Adepol diz que “é hora de o Governador do Paraná sair na frente, de forma pioneira, e dotar a Polícia Civil do Paraná de autonomia”, por meio do “envio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição Estadual), nesse sentido, à Assembleia Legislativa do Paraná”.
Anota termina com a convicção de que, “na atual conjuntura, o Governador e Deputados Estaduais sairão na frente e honrarão o povo paranaense, que almeja por uma Polícia Civil autônoma, independente e eficiente (blindada a ingerências políticas quase sempre tendenciosas a beneficiar os ‘amigos do rei’)”.
