Por Cláudio Henrique de Castro – O presidente russo, Vladimir Putin, caminhou lado a lado com o líder da China, Xi Jinping, nessa quarta-feira (3), e um microfone captou os dois falando sobre os transplantes de órgãos e a possibilidade de humanos viverem até 150 anos.
A conversa ocorreu enquanto as autoridades caminhavam à frente de uma delegação de mais de duas dúzias de líderes estrangeiros para assistir a um defile militar em Pequim.
Há a revolução gnr.
A revolução G, referente à genética e ainda incipiente, propõe a reprogramação da biologia humana, a fim de erradicar doenças e facultar o prolongamento radical da vida.
A revolução N, diz respeito à nanotecnologia, que objetiva permitir redesenhar molécula por molécula os corpos e cérebros humanos, para muito além das limitações biológicas.
A revolução R, que concerne aos robôs com inteligência derivada da humana, porém criados para ultrapassar largamente as capacidades humanas.
Isso está envolto no movimento da transcendência humana proposta pelos transhumanistas que implica obter, por via desta revolução tecnológica marcada fortemente pelo progresso tecnológico e científico, o que outrora se procurava pela religião: a transcendência.
Aí reside o núcleo da ideia transhumanista a de promover, por meio da tecnologia, melhoramentos capazes de dotar os indivíduos de benefícios físicos, como a força e a resistência, e também psíquicos e intelectuais, como uma memória prodigiosa e uma inteligência capaz de processar informações tal qual uma máquina faria.
Por se tratar de intervenções realizadas sobre o organismo humano, tais aprimoramentos são também denominados biomelhoramentos (Godinho, Adriano M. Transhumanismo e pós-humanismo: a humanidade em seu limiar).
Na prática foi desse assunto que Putin e Xi Jinping estavam conversando.
Em resumo, o sonho de todo político: o elixir da vida eterna, a perpetuação no poder por longas décadas, assistindo os demais personagens de governos vizinhos sucumbindo ao tempo.
