A confiança na ciência

Por Cláudio Henrique de Castro – A confiança pública na integridade científica é corroída pela politização das instituições sob a presidência de Donald Trump nos EUA.

As implicações vão muito além das fronteiras americanas, atingindo o cerne de como o conhecimento científico é produzido, disseminado e confiável em todo o mundo.

As diretrizes governamentais recentes buscam eliminar iniciativas de diversidade, equidade e inclusão, cortar o financiamento federal para agências de pesquisa em saúde essenciais e restringir referências a gênero, raça e ciência climática em documentação oficial.

Além de desarticular o financiamento na pesquisa científica, o governo Trump tem se oposto ativamente à pesquisa ambiental e climática.

As ações do governo Trump não são meras manobras políticas internas; são parte de um ataque global à evidência, à inclusão e à verdade (Frizelle, Revista Lancet).

As interferências políticas e bélicas, para quem se julga e autointitula senhor do mundo, tem a ver com a ideia do Destino Manifesto, uma ideologia que prega que os EUA são os condutores dos destinos do mundo, uma “nação escolhida por Deus”.

Isso se manifesta na indústria cinematográficas na qual os heróis norte-americanos sempre salvam o planeta.

A negação do aquecimento global e a paralisação das políticas climáticas; as taxações repentinas do comércio internacional nos quais os EUA fazem parte, a postura bélica e a intromissão na soberania dos Estados, são apenas o início de um longo governo de quatro anos e, provavelmente, de uma tentativa de se reeleger no tacão, furando a proibição de mais de uma reeleição.

A aceleração na mudança climática do planeta traz consequências à sobrevivência dos seres na Terra, isso a ciência comprovou.

A ONU, a OMC e a OTAN não fazem nada.

Quem pode frear tudo isso? Talvez algum órgão internacional que ainda não foi inventado.

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