Neste 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, o Museu do Holocausto de Curitiba inaugurou a Nova Sala dos Guetos, espaço dedicado a apresentar o contexto do confinamento imposto a judeus e aos povos Roma e Sinti durante o regime nazista. A nova sala integra o percurso expositivo do museu e reúne cerca de dez objetos originais do acervo, alguns deles expostos ao público pela primeira vez.

A inauguração ocorreu durante o evento “Eu Nunca Mais Vi Outra Borboleta”, promovido pelo Museu do Holocausto de Curitiba em parceria com a Federação Israelita do Paraná (FEIP), em homenagem às vítimas do Holocausto e em memória à liberação de Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945.

A Nova Sala dos Guetos é a segunda a ser reformulada dentro de um projeto contínuo de atualização do museu, que prevê a renovação de um espaço expositivo por ano. Ao comentar a proposta do novo ambiente, o coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba, Carlos Reiss, destacou a evolução da abordagem museológica. Segundo ele, se antes o impacto estava associado à exibição de grandes volumes de objetos, hoje o foco está em contar a história individual de cada pessoa que viveu, resistiu ou foi perseguida durante o Holocausto.

A atualização permanente dialoga com a diretriz institucional do museu, sintetizada em frase de seu idealizador, Miguel Krigsner: “O museu não pode envelhecer”.

O novo espaço foi reformulado com foco em acessibilidade, incluindo mapa tátil e recursos que ampliam a experiência de visitação, como tablets e novos itens de acervo. Um dos destaques é a fotografia ampliada de crianças do Gueto de Lodz, na Polônia, entre elas Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto que posteriormente imigrou para o Brasil e dedicou a vida à educação sobre o tema.

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