Como a CPMI do INSS terminou sem relatório final, pois o parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão (19 a 12), o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, médica e empresária, ficaram livres do indiciamento que havia sido proposto pelo relator. Com cerca de quatro mil páginas, o texto de Alfredo Gaspar pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas.
Virígilio e esposa estão presos em Curitiba desde novembro do ano passado. Virgílio está na Superintendência da Polícia Federal do Paraná e a mulher cumpre prisão domiciliar para cuidar de um bebê.
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho é apontado na investigação como elo estratégico entre a alta cúpula do INSS e a organização criminosa. Segundo a Polícia Federal (PF), ele foi “um dos principais beneficiários de propinas pagas pela organização criminosa liderada por Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), entidade envolvida nos descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
Thaisa, por sua vez, é apontada como gestora operacional e financeira do núcleo de lavagem de capitais da organização criminosa. Ela é quem, de acordo com a investigação, administra e controla diversas empresas que teriam sido utilizadas para “emitir notas fiscais falsas, simular contratos de prestação de serviços e movimentar recursos ilícitos oriundos das fraudes previdenciárias”.
Thaísa, ainda segundo as autoridades, mantinha contato frequente com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, mesmo após a deflagração da fase ostensiva da investigação.
