Não era tão complicado o “ajuste” que o ministro Edson Fachin pediu que o procurador Rodrigo Janot fizesse nos termos da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro. Pediu ontem e hoje Janot, rápido como uma flecha de bambu, fez os remendos necessários e mandou de novo para as mãos de Fachin, o relator da Lava Jato no STF.
A delação complica a vida Michel Temer: Funaro confirma o que disse Joesley Batista ao presidente no porão do Jaburu de que estava pagando mensalinho a Eduardo Cunha como forma de evitar que Funaro delatasse coisas que incriminassem Temer. “Tem de manter isso, viu!”, exclamou cordato o presidente. Funaro, como se sabe, era o operador de Cunha para assuntos de propinas e distribuições necessárias.
Joesley e Funaro confirmaram, pois, que havia um esquema de obstrução da justiça.
Tradução dessa história: se Fachin for rápido, pode mandar a denúncia para Câmara dos Deputados que, outra vez, terá de discutir se Temer deve ou não responder perante o STF por crime praticado durante o exercício do mandato.
Da primeira vez, em julho, teve sorte. Negociou cargos e emendas e conseguiu que os deputados barrassem o processo.
Hoje, mais fraco do que antes, Temer conseguirá repetir a façanha?

Quem sabe ele pede asilo politico na China e fica por lá mesmo né? Vamos lá, pensamento positivo gente! A fé remove montanhas!!!