Fux contra as “fake news” nas eleições

O ministro Luiz Fux, eleito nesta quinta-feira (7) para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu a criação de mecanismos de obstrução à disseminação de “fake news”. Fux, que assume em fevereiro do ano que vem, ressaltou que a ofensiva contra a proliferação de notícias falsas não envolverá instrumentos que possam ameaçar a liberdade de expressão.

“É um tema delicado porque uma notícia falsa não tem nenhum interesse público na sua divulgação e efetivamente pode influenciar negativamente numa candidatura legítima”. Entidades da sociedade civil temem, no entanto, que excessos no combate às notícias falsas acabem por ameaçar a liberdade de expressão.

“Eu ainda não analisei esse aspecto, tenho respeito por tudo que foi adotado nas gestões anteriores, mas evidentemente vou imprimir a minha ideologia na adoção dessas medidas. Acho que tem de haver um mecanismo de obstrução às fake news para que elas não sejam capazes de influir no resultado da eleição”, comentou Fux, sobre a inclusão da PF, do Exército e da Abin nas discussões.

O TSE prepara uma força-tarefa para combater a disseminação de “fake news” nas disputas do próximo ano. Integrantes do tribunal já se reuniram com representantes do Google e do Facebook para tratar do tema.

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