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Curitiba testa equipamento que flagra excesso de ruídos no trânsito

A Prefeitura de Curitiba iniciou testes com um equipamento capaz de flagrar o excesso de ruído gerado nas ruas, principalmente por sistemas de escapamento de carros e motocicletas fora do padrão ou customizados.

Já usada em países como a França, a iniciativa é inédita no Brasil. Como é uma tecnologia nova no país, não pode ser utilizada para autos de infrações.

Instalado na Avenida Victor Ferreira do Amaral, perto do Jockey Plaza, no bairro Tarumã, o equipamento foi desenvolvido pela empresa Perkons em parceria com a Superintendência de Trânsito (Setran). A instalação do equipamento encerra as ações da Semana Nacional do Trânsito e do Setembro da Mobilidade, um estímulo da Prefeitura à intermodalidade, com foco no pedestre e na adoção de tecnologias limpas de transporte.

Segundo a superintendente de Trânsito de Curitiba, Rosangela Battistella, a iniciativa atende a solicitações encaminhadas pela população que reclama do barulho provocado por carros e motos, além de demandas encaminhadas pela Câmara de Vereadores.

“Com base nas informações de perfil comportamental destes motoristas, vamos conseguir identificar o horário de maior incidência e o tipo de veículo para que possamos atuar com blitz educativas e também com a fiscalização”, explica Battistella.

 Como funciona

Em caráter experimental, o aparelho foi instalado na Avenida Victor Ferreira do Amaral, junto a um equipamento de fiscalização eletrônica que já faz a medição de velocidade dos veículos.

O detector de ruídos capta imagens e aúdios de veículos que estejam emitindo ruídos acima do permitido de forma automática, como explica o o diretor técnico da Perkons, Régis Nishimoto.

“Curitiba sempre foi berço das inovações no âmbito do trânsito. Há 30 anos a cidade recebeu a primeira lombada eletrônica do mundo. Agora, mais uma vez a parceria Perkons e Prefeitura de Curitiba está na vanguarda, desenvolvendo esta solução para tornar a cidade cada vez mais inteligente”, conta Nishimoto.

Homologação

Como é uma tecnologia nova no país, o equipamento não pode ser utilizado para autos de infrações, pois ainda necessita de homologação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da regulamentação de órgãos como o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Da SMCS; Foto: Renato Próspero/SMCS.

 

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