Início Curitiba Câmara de Curitiba cria frente parlamentar de estudos sobre a regularização fundiária

Câmara de Curitiba cria frente parlamentar de estudos sobre a regularização fundiária

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) instituiu nesta terça-feira (16) a Frente Parlamentar de Estudos sobre a Regularização Fundiária no município. Trata-se de proposta dovereador Dalton Borba (PDT) e traz como objetivo o debate sobre as questões referentes à regularização fundiária em Curitiba.

O vereador explica que o direito à moradia é um direito social, previsto na Constituição Federal, e é fundamental para efetivar os demais direitos fundamentais da nossa Carta Magna. A Frente Parlamentar de Estudos sobre a Regularização Fundiária tem como objetivos: fiscalizar e acompanhar a política governamental, os projetos e programas direcionados ao incentivo das políticas de regularização fundiária, além de promover estudos, debates e encontros para propor políticas públicas voltadas à regularização fundiária, com o intuito de  aprimorar o processo legislativo. “Vamos trabalhar para aumentar a efetividade das políticas públicas, programas e mecanismos existentes e, quando necessário, desenvolver ou sugerir a adoção de outros mais apropriados ao desenvolvimento e promoção da regularização fundiária em Curitiba. “Queremos articular com o Poder executivo Municipal, Estadual e Federal, Poder Judiciário e Ministério Público do Estado do Paraná, da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, bem como com as entidades empresariais, não-governamentais e do Terceiro Setor, para acompanhar e incentivar a adoção de políticas e ações de desenvolvimento da regularização fundiária”, destaca Borba.

Um levantamento da Fundação João Pinheiro, com base nos dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, mostra que Curitiba possui um déficit habitacional de 80 mil domicílios — e como não são dados atualizados, o problema da falta de moradias na capital deve ser ainda maior. Os números da Companhia de Habitação Popular (Cohab), revelam que há 453 áreas de ocupação irregular na cidade, com aproximadamente 50 mil famílias vivendo em sem a infraestrutura básica, como rede de água e esgoto, asfalto e energia elétrica.

Para o vereador Dalton Borba, que é o presidente da nova Frente Parlamentar de Estudos sobre a Regularização Fundiária, os impactos socioeconômicos advindos da crise gerada pela pandemia da Covid-19, agravaram ainda mais esse problema. “Inúmeras pessoas foram demitidas e não conseguiram recolocação, levando, entre outras situações tristes, à insegurança habitacional. Isso nos preocupa, porque sabemos que a situação econômica piorou bastante nesse período da pandemia. Por isso precisamos trabalhar na elaboração de políticas públicas para a habitação: para enfrentar de fato esse problema”, explica Borba.

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