Andorra, outro “paraíso” da Odebrecht

A Odebrecht, gigante brasileira da construção que protagonizou o maior escândalo de propinas no continente americano, pagou 200 milhões de dólares (650 milhões de reais) em propinas a políticos, funcionários, empresários e supostos “laranjas” de oito países da América Latina através do Banco Privada d’Andorra (BPA), segundo documentos confidenciais que chegaram ao jornal El País, da Espanha

De acordo com relatórios da polícia do principado de Andorra – pequeno paraíso fiscal europeu localizado entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França – os rastreadores da Polícia Judiciária calcularam esse valor depois de examinar as contas de 145 clientes apresentadas ao banco pela maior empreiteira da América Latina.

O Governo de Andorra interveio em março de 2015 no BPA por um suposto crime de lavagem de dinheiro. Sob pressão internacional, Andorra renunciou no ano passado ao sigilo bancário.

O EL PAÍS teve acesso à documentação confidencial que políticos, altos funcionários de Governo, advogados e laranjas do Brasil, Equador, Peru, Panamá, Chile, Uruguai, Colômbia e Argentina apresentaram ao BPA para abrir suas contas secretas. A Odebrecht transferiu para essas contas valores milionários mascarados como serviços que nunca realizou.

Andorra, um pequeno país europeu localizado na cordilheira Pirineus, entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França, nunca esteve no foco principal dos radares da investigação da Lava Jato.

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