Políticos se unem contra a Lava Jato

Assim como aconteceu na Itália quando da Operação Mãos Limpas, os políticos brasileiros atuam de modo igual para enfrentar a similar Operação Lava Jato – isto é, criando leis para protegerem a si próprios. Esta reação se tornou maior nos últimos dias como reação contra a decisão do STF de afastar do mandato e aplicar medidas cautelares contra o senador Aécio Neves.

No Congresso e em outras frentes, articula-se um verdadeiro pacote de medidas de reação, conforme descrito pela Coluna do Estadão, em que entra até mesmo um dispositivo para impedir a prisão de delatores.

É extenso o pacote de medidas que o Senado promete votar em reação a uma possível decisão do Supremo, quarta, favorável ao afastamento de parlamentares do mandato sem aval do Congresso. Senadores ameaçam interferir na Operação Lava Jato impedindo que os delatores comecem a cumprir a pena antes da sentença do juiz. No caso da Odebrecht, por exemplo, o Supremo determinou que a pena deveria ser aplicada logo após a homologação do acordo, mesmo para os colaboradores que não foram condenados ou formalmente investigados.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, foi avisado de que há fila de senadores dispostos a apresentarem o projeto pró-delator. Embora atue para acalmar os ânimos, ele sabe que a depender do resultado o revide virá.

Força tarefa. Assim como o Senado, a Câmara e a AGU também enviaram manifestações ao Supremo sobre o julgamento do dia 11. Todos contrários às medidas cautelares contra congressistas. A ministra Grace Mendonça, da AGU, fará sustentação oral.

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