A tragédia do sistema prisional

(por Ruth Bolognese) – Com uma reportagem de primeiríssima linha, a RPC mostrou, ontem, durante 6 minutos no jornal da noite, a tragédia que se tornou o sistema prisional no Paraná.

Assim como fez com a escolas abandonadas e nem construídas porque mais de R$ 30 milhões de recursos públicos foram desviados no governo Beto Richa, a TV enviou seus repórteres para averiguar a situação dos presídios. E o resultado mostrou delegados atuando como guardas de presos nas delegacias de praticamente todo o estado e impedidos de cumprir as tarefas próprias da Polícia Civil – isto é, prevenir e investigar crimes.

Um caldeirão prestes a explodir, a qualquer lugar em qualquer hora.

A reportagem revelou que das 14 obras necessárias para a ampliação do sistema, há anos prometidas nas campanhas e nos planos de governo e com verbas federais carimbadas para a construção, apenas uma, a de Campo Mourão, está em andamento.

A penitenciária que seria destinada a presos do regime semi-aberto está parada há dois anos e já defasou.

A reportagem não entrou nesse tema, mas no Paraná, hoje, o regime semi-aberto nem existe mais, substituído por um sistema que está dando certo: a Vara de Execuções Penais oferece a possibilidade do preso usar a tornozeleira e se ele descumprir as normas, volta para o regime fechado. A reincidência é mínima, nesses casos.

Segundo a OAB, se o governo abrisse imediatamente as 6,7 mil vagas previstas nos projetos, ainda assim as delegacias teriam de continuar abrigando três mil presos em suas precárias cadeias, quase todas condenadas ao fechamento por ordem judicial dadas às suas condições insalubres e por completa insegurança.

O Paraná é o único dos três estados do Sul que ainda mantêm presos condenados (ou esperando julgamento) em cadeias públicas – que deveriam servir apenas presos em flagrante ou como lugares de triagem e passagem para o sistema prisional.

2017-10-11T14:29:13+00:00 11 outubro - 2017 - 11:36|Política|1 Comentário


Um Comentário

  1. zangado 11 de outubro de 2017 em 13:38 - Responder

    O governador-família do Paraná (com nepotismo cruzado na Prefeitura de Curitiba), realmente, deixa um rastro de incompetência e improbidade administrativas conjugadas aos escândalos de corrupção já por demais reportados nos meios de comunicação. Será que o povo paranaense ainda irá se resignar insossamente a votar nesse tipo de político ? Eis a questão. Tem que ser alijado da vida pública para nunca mais voltar em qualquer cargo eletivo.

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