O fim do “Prieto Martinez”

Com quase 108 anos de existência, uma das mais tradicionais escolas públicas estaduais de Curitiba caminha para o desaparecimento. Trata-se do Colégio Estadual Prieto Martinez – nos primórdios uma escolinha de alfabetização nos arrabaldes da cidade – hoje o bairro Bom Retiro, quase central -, depois transformado em Grupo Escolar e, mais recentemente em Colégio Estadual, com ensino fundamental e médio.

Por ele passaram gerações de curitibanos, que tiraram proveito da excelência do ensino que ali se prestava. Seu destino parece ser apenas o de deixar saudades.

O Prieto Martinez, situado na rua Nilo Peçanha, a 10 minutos da praça Tiradentes, entrou na lista da secretaria estadual de Educação das escolas que passarão por um processo de “cessação” de atividades, no jargão oficial, um eufemismo para substituir a palavra certa – “fechamento”. A cessação funciona assim: quem está lá matriculado, continua, mas novas turmas deixam de ser criadas. Não se aceitam matrículas novas. E assim sucessivamente, todos os anos, até que todas as turmas sejam extintas.

A numerosa vizinhança do Prieto Martinez que procure outras escolas. Ali não mais.

2017-11-06T19:47:34+00:00 06 novembro - 2017 - 07:00|Brasil, Paraná, Política|5 Comentários


5 Comentários

  1. Eduardo Pereira 6 de novembro de 2017 em 09:01- Responder

    Mas mesmo com tudo isso o richa, o filho e seus apaniguados estão praticamente eleitos em 2018. O richa pode ser senador pelo PR. Seu filho deputado estadual e segue o Paraná.
    Vou esperar o El Pais ou a BBC, que têm sido os jornais a fazer aquilo que a midia brasileira não faz, que é investigar e informar, tente apurar por que governo tucano escolhe a Educação pra ganhar dinheiro, conforme a Op Quadro Negro revela, passando pelos arrochos sucessivos e a vioolencia explicita contra os professores, que por sua vez votam no psdb por ele ser contra o PT. Diga-se que isso é a orientação do partido , o psdb e assemelhados que vêm na Educação uma forma de ,manter burras a população e assim poderem ganhar mais ainda em cima da “baixa qualificação” da mão de obra.
    Se o ContraPonto quiser aprofundar esta analise e a estranha coincidencia de que onde ha um governo tucano, a Educação vai virar négocio, É comparar os IDHs de cidades como por exemplo Curitiba e Florianópolis e analisar os indices da Educação e cruzá-los com os dados dos Censos de Educação do Ministerio da Educação. Na média qualquer escola de Curitiba têm alunos a mais que numa numa sala que a escola de Floripa. E isao faz toda a diferença.
    Exemplo – serie de 2010
    Creche/Pre Floripa média de 17,7 crianças por sala e Ctba 24,1.
    Ens Fund – Floripa Media 24,9 crianças e Ctba 28,7
    8ª/9ª serie : Floripa media 26,5 crianças e Ctba 32,5

    Exemplo – serie de 2014
    Creche/Pre Floripa média de 18,2 crianças por sala e Ctba 23,7
    Ens Fund – Floripa Media 25,1 crianças e Ctba 27,9
    8ª/9ª serie: Floripa media 27,9 crianças e Ctba 30,0

  2. Attila Junior 6 de novembro de 2017 em 20:06- Responder

    Num país que sofre com a falta de educação, é um contracenso lermos a notícia de fechamento de escolas. Esta é a condição que nossos governates querem que continuemos, desorganizados, e sem a perspectiva de nos organizarmos. Lamentável.

  3. Mauro 7 de novembro de 2017 em 14:26- Responder

    Que triste, passei anos insubstituíveis ali, que do

  4. a 7 de novembro de 2017 em 19:51- Responder

    FECHA ESCOLAS…..

    Nos perguntamos, onde o filho destas BESTAS HUMANAS estudam ? Quem VOTA nestas bestas neste estado..? Alguém acima já disse – Os bandidos deste estado SULISTA a décadas MANDAM E DESMANDAM EM TUDO.. Culpa dos COMUNISTAS certo..? Culpa dos PETISTAS..? Neste estado GOLPISTA, a manada acredita no discurso desta FACÇÃO POLÍTICA REACIONÁRIA E GOLPISTA…Nossa bandeira não é vermelha..? Infelizmente estas BESTAS continuarão mandando..saqueando este estado e JOGANDO A CULPA EM LULA…EM DILMA…certo..?

  5. Gustavo 9 de novembro de 2017 em 09:22- Responder

    Fechar escolas sim, por que não? Se a demanda é pequena não vejo a necessidade de arcar com as custas de algo subutilizado. Devemos lembrar que os ricos moradores do centro cívico e bom retiro pouco utilizam do colégio, e assim como o Loureiro Fernandes e Ângelo Gusso (localizados em áreas nobres da cidade) os alunos são em sua grande maioria provenientes de outros bairros ou da região metropolitana. Creio que se o caso realmente for esse, é correto o fechamento mas também a aberura de novos colégios nos locais mais necessitados (com certeza perto da residência destes estudantes ‘importados’), acredito que isso traria mais dignidade, tranquilidade aos pais e menor tempo de percurso, pois ninguém merece morar em Almirante Tamandaré e viajar para estudar em uma escola em Curitiba.

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