Dotti, ex-aluno, é contra o fim do “Prieto Martinez”

Ex-aluno do Colégio Prieto Martinez, o professor René Dotti se coloca na linha de frente para evitar que a antiga escola estadual, com mais de um século de existência, seja fechada pelo poder público. E até oferece seus serviços de advocacia para evitar o pior, mas acredita que o governador Beto Richa será sensível a um movimento popular que se manifeste contra o fechamento do Prieto.

Em carta de solidariedade que dirigiu a um antigo professor do colégio, Dotti lembra que “quando é deflagrada uma greve ou manifestação coletiva de alunos e professores com justa reivindicação – como esta de se impedir o fechamento da Escola – a televisão e o rádio e também as redes sociais divulgam amplamente tal situação cujo conhecimento chega diretamente ao Gabinete do Governador”.

Supostamente por medida de economia, o Colégio Estadual Prieto Martinez foi colocado numa lista da secretaria da Educação como em “processo de cessação” – um eufemismo para dizer que a escola vai fechar a curto ou médio prazo. Já não serão abertas turmas novas, o que significa que quando as atuais concluírem seus ciclos de estudo o Prieto estará esvaziado, fechado.

Para que não se chegue a este ponto,, diz o professor René Dotti, “é preciso a mobilização que atenda aos seguintes e indispensáveis critérios: (1) Movimento absolutamente pacífico e sem qualquer interesse político e ideológico; (2) Firme liderança dos professores reunindo alunos e funcionários; e (3) Demonstrar o interesse público – ou seja, a determinação dos professores do Colégio com a obrigação de prover o Ensino Fundamental e Médio como fundamentais à cidadania”.

Antes de se colocar à disposição para eventual propositura de ação cível pública, Dotti sugere “a busca de entidades que tenham entre suas finalidades estatutárias a defesa do direito à educação, como por exemplo, a APP- Sindicato”.

 

2017-11-06T19:49:48+00:00 06 novembro - 2017 - 07:55|Brasil, Paraná, Política|1 Comentário


Um Comentário

  1. Eduardo Pereira 6 de novembro de 2017 em 09:21- Responder

    “(1) Movimento absolutamente pacífico e sem qualquer interesse político e ideológico; (2) Firme liderança dos professores reunindo alunos e funcionários; e (3) Demonstrar o interesse público – ou seja, a determinação dos professores do Colégio com a obrigação de prover o Ensino Fundamental e Médio como fundamentais à cidadania”.
    Este é o tipo de “liderança” que o Paraná venera e so faz o trabalho de ajudar quem esta no Poder. Defina pra mim oh professor que que é “sem qualquer interesse político e ideológico; Estao fechando uma Escola por opção provavelmente economica e o lider quer afastar as duas coisas como se não se comunicassem? O que o advogado que advoga pros tucanos na Petrobras esta querendo é salvar o porco e a festa.
    Enfiar a estaca de prata nos corações dos vampiros da Educação do Paraná ele não quer, né.

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